Luna
Aparece-me de novo essa menina
Com seus olhos de beleza exorbitante.
Por onde raia um brilho que ilumina
Muito mais que mil idéias vicejantes.
Por teus olhos eu te quero vislumbrar
E entrar no turbilhão que eu sei que existe,
Camuflado por tua voz, tua pele, andar.
Penetro-te com os olhos sempre em riste.
E ao sorver a seiva viva do teu ventre,
Te encurralo, te arrebato, te arranco,
Te acompanho até o palácio pra que adentres
Um mar morno em luz lunar de farto branco.
Ficção essa que me atiça e me enfrenta.
Uma onírica visão que me espeta,
Me comicha, atormenta e adormenta
A consciência, opilada, ainda asceta...
Pois me afastei de ti, da praia proibida,
Onde a noite cai qual pluma, feito um beijo,
Embebendo o mundo em vinho tinto e vida,
Dilatando nossos poros e desejos.
Mas, quando eu decodificar a gradação
Dos etéreos olhos teus das belas cores,
Cairá minha mente em si como no chão,
Avacalhando, caem vaso, terra e flores.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
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